terça-feira, 16 de setembro de 2014

Festa da Família



               Brincadeiras, comida e muita diversão. Foi assim o sábado do dia 16 de agosto, data escolhida para celebrar a tão esperada Festa da Família. Tradição desde o início do Colégio Portinari, o evento integra as famílias e alunos do Ensino Fundamental I do nível IV ao 1º ano, dessa vez a celebração teve como cenário a Chácara Foto Célula.
                Desde as últimas edições os números cresceram. Nessa VI edição cerca de 500 pessoas dentre avós, pais, alunos, professores e funcionários. “Este ano tem mais gente, o evento está bem mais animado” lembrou Daniela, mãe de Ana Beatriz do nível V. Contudo, o aumento de pessoas exigiu também cuidados especiais por parte do colégio, como a implantação do posto médico, onde a universitária Larissa Bazzo realizava o atendimento no caso de possíveis acidentes ou simplesmente para fornecer repelentes e protetores solares.
                O evento deste ano trouxe algumas novidades, como as barracas, o touro mecânico e a apresentação de judô que foram muito apreciadas não somente pelos pequenos, como também pelos adultos. “Esta foi a melhor Festa da Família que já fizemos” disse Cleidival Fruzeri, diretor da escola e pai da Luiza e do Matheus.
                O espaço amplo da chácara e as estruturas montadas ofereciam oportunidades de lazer para todos. No campo central, ao redor do palco, havia cinco barracas montadas especialmente para proporcionar momentos de descanso e prazer para os participantes do evento. Alguns se deleitaram com as iguarias da doceria “O Gato Comeu” e outros preferiram “manter a forma” com os shakes e chás da “Herbalife”.
                Enquanto alguns pais, mães e avós relaxaram na barraca de massagem, outros se encantaram e se divertiram com as fotos das crianças tiradas pelo fotógrafo Fábio Bras. Já o espaço do salão “Andrea Sella” foi bastante elogiado pela cliente Érica Yumi, diretora pedagógica do Ensino Fundamental II. “Amei o resultado, eu ainda não conhecia o trabalho da Andrea, ela é uma excelente profissional”.
                As crianças se divertiram de várias formas. Com os brinquedos, jogando bola no campinho e até mesmo brincando com os carneirinhos, retomando o contato com a natureza que tem se perdido em meio à correria urbana. Outro hábito que tem se tornado cada vez menos usual hoje em dia é a refeição em família, porém esse também foi retomado durante o piquenique, onde os participantes estenderam suas toalhas e lancharam na companhia de seus conhecidos, amigos e familiares.
                As famílias participantes estiveram bastante ativas em várias brincadeiras montadas especialmente para elas: pé com pé, corrida do ovo, estoura bexiga, morto vivo e dança das cadeiras. Os espaços reservados ficaram lotados de pessoas cheias de disposição e alegria.

Judô:

                A apresentação de judô, novidade neste ano, foi bastante elogiada pelas famílias. Além do prazer de praticá-la, a arte marcial também fornece o ensino da disciplina e do respeito. Beneficiando não somente a saúde da criança, mas também o caráter. “O foco do judô na escola é o ensino da disciplina e da concentração”, contou o professor Alexandre, faixa preta no esporte. Segundo ele, após as aulas de judô as crianças ficam mais focadas e criam uma noção maior de respeito. Fato confirmado pela própria família das crianças. “Meu neto tem mais disciplina e respeito”, disse Vilena Moraes, avó de Enrico Moraes do 4º T1 que pratica judô há cerca de 3 anos.

Capoeira

                Muito mais do que uma arte marcial, a capoeira é uma expressão da cultura brasileira sob muitos aspectos: a dança, a música, a luta, tudo isso faz parte de uma complexa composição que crianças e adultos puderam presenciar durante o evento.
                Um dos funcionários do Colégio Portinari, conhecido carinhosamente por Padeiro é um exemplo de habilidade, solidariedade e cidadania. Junto com seus companheiros do Grupo Maculelê, ele faz parte do Projeto Ginga, um projeto voluntário e sem fins lucrativos que é realizado em Londrina, Apucarana e Cornélio Procópio.
                O Projeto Gingas atende atualmente cerca de 200 crianças da região em situação de risco, os voluntários disponibilizam seu tempo para difundir a capoeira entre aqueles que mais necessitam de ajuda. “Trabalhamos com crianças carentes, tirando-as das ruas e ensinando disciplina. Nosso objetivo é impedir que elas se envolvam com coisas erradas e torná-las cidadãs”, disse Mestre Padeiro, que está no projeto há cerca de dois anos.
                Outro voluntário, o Professor Chocolate, é um exemplo não somente pela sua solidariedade e talento, mas também por sua história de superação. “Buscamos a inclusão social delas através da capoeira”, explicou o professor. Ele foi atendido no próprio projeto e hoje é admirado por muitas crianças que sonham em um dia ser como ele.

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