Brincadeiras, comida e muita diversão. Foi
assim o sábado do dia 16 de agosto, data escolhida para celebrar a tão esperada
Festa da Família. Tradição desde o início do Colégio Portinari, o evento
integra as famílias e alunos do Ensino Fundamental I do nível IV ao 1º ano,
dessa vez a celebração teve como cenário a Chácara Foto Célula.
Desde
as últimas edições os números cresceram. Nessa VI edição cerca de 500 pessoas
dentre avós, pais, alunos, professores e funcionários. “Este ano tem mais
gente, o evento está bem mais animado” lembrou Daniela, mãe de Ana Beatriz do
nível V. Contudo, o aumento de pessoas exigiu também cuidados especiais por
parte do colégio, como a implantação do posto médico, onde a universitária
Larissa Bazzo realizava o atendimento no caso de possíveis acidentes ou
simplesmente para fornecer repelentes e protetores solares.
O
evento deste ano trouxe algumas novidades, como as barracas, o touro mecânico e
a apresentação de judô que foram muito apreciadas não somente pelos pequenos,
como também pelos adultos. “Esta foi a melhor Festa da Família que já fizemos”
disse Cleidival Fruzeri, diretor da escola e pai da Luiza e do Matheus.
O
espaço amplo da chácara e as estruturas montadas ofereciam oportunidades de
lazer para todos. No campo central, ao redor do palco, havia cinco barracas
montadas especialmente para proporcionar momentos de descanso e prazer para os
participantes do evento. Alguns se deleitaram com as iguarias da doceria “O
Gato Comeu” e outros preferiram “manter a forma” com os shakes e chás da
“Herbalife”.
Enquanto
alguns pais, mães e avós relaxaram na barraca de massagem, outros se encantaram
e se divertiram com as fotos das crianças tiradas pelo fotógrafo Fábio Bras. Já
o espaço do salão “Andrea Sella” foi bastante elogiado pela cliente Érica Yumi,
diretora pedagógica do Ensino Fundamental II. “Amei o resultado, eu ainda não
conhecia o trabalho da Andrea, ela é uma excelente profissional”.
As
crianças se divertiram de várias formas. Com os brinquedos, jogando bola no
campinho e até mesmo brincando com os carneirinhos, retomando o contato com a
natureza que tem se perdido em meio à correria urbana. Outro hábito que tem se
tornado cada vez menos usual hoje em dia é a refeição em família, porém esse também
foi retomado durante o piquenique, onde os participantes estenderam suas
toalhas e lancharam na companhia de seus conhecidos, amigos e familiares.
As
famílias participantes estiveram bastante ativas em várias brincadeiras
montadas especialmente para elas: pé com pé, corrida do ovo, estoura bexiga,
morto vivo e dança das cadeiras. Os espaços reservados ficaram lotados de
pessoas cheias de disposição e alegria.
Judô:
A
apresentação de judô, novidade neste ano, foi bastante elogiada pelas famílias.
Além do prazer de praticá-la, a arte marcial também fornece o ensino da
disciplina e do respeito. Beneficiando não somente a saúde da criança, mas
também o caráter. “O foco do judô na escola é o ensino da disciplina e da
concentração”, contou o professor Alexandre, faixa preta no esporte. Segundo
ele, após as aulas de judô as crianças ficam mais focadas e criam uma noção
maior de respeito. Fato confirmado pela própria família das crianças. “Meu neto
tem mais disciplina e respeito”, disse Vilena Moraes, avó de Enrico Moraes do
4º T1 que pratica judô há cerca de 3 anos.
Capoeira
Muito
mais do que uma arte marcial, a capoeira é uma expressão da cultura brasileira
sob muitos aspectos: a dança, a música, a luta, tudo isso faz parte de uma
complexa composição que crianças e adultos puderam presenciar durante o evento.
Um
dos funcionários do Colégio Portinari, conhecido carinhosamente por Padeiro é
um exemplo de habilidade, solidariedade e cidadania. Junto com seus
companheiros do Grupo Maculelê, ele faz parte do Projeto Ginga, um projeto
voluntário e sem fins lucrativos que é realizado em Londrina, Apucarana e
Cornélio Procópio.
O
Projeto Gingas atende atualmente cerca de 200 crianças da região em situação de
risco, os voluntários disponibilizam seu tempo para difundir a capoeira entre
aqueles que mais necessitam de ajuda. “Trabalhamos com crianças carentes,
tirando-as das ruas e ensinando disciplina. Nosso objetivo é impedir que elas
se envolvam com coisas erradas e torná-las cidadãs”, disse Mestre Padeiro, que
está no projeto há cerca de dois anos.
Outro
voluntário, o Professor Chocolate, é um exemplo não somente pela sua
solidariedade e talento, mas também por sua história de superação. “Buscamos a
inclusão social delas através da capoeira”, explicou o professor. Ele foi
atendido no próprio projeto e hoje é admirado por muitas crianças que sonham em
um dia ser como ele.